SER*BIO*PSICO*SOCIAL - A Verdadeira Criatividade está no Nosso Mundo Interior, não nas Coisas em Si! Mas no que Elas Representam para Nós...

Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007),

teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos,

por isso façam uma leitura atenta.

 

Precisa-se de matéria prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho - in Público

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia,

bem como Cavaco, Durão e Guterres.

Agora dizemos que Sócrates não serve.

E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.

Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão

que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.

O problema está em nós. Nós como povo.

Nós como matéria prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda

sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.

Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude

mais apreciada do que formar uma família

baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais

poderão ser vendidos como em outros países, isto é,

pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal

E SE TIRA UM SÓ JORNAL,
DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.


Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares

dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,
como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil

para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque
conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo,

onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país:

-Onde a falta de pontualidade é um hábito;

-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.

-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois,

reclamam do governo por não limpar os esgotos.

-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que

é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória
política, histórica nem económica.

-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis

que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média

e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas
podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.

-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços,

ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada

finge que dorme para não lhe dar o lugar.

-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro

e não para o peão.

-Um país onde fazemos muitas coisas erradas,

mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,

melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem

corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português,

apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim,

o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas,

mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita,

essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui

até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana,

mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates,

é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,
 ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje,

o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima
 defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor,

mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a

erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco,

nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa ?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei

com a força e por meio do terror ?

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece

a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados,

ou como queiram, seguiremos igualmente condenados,

igualmente estancados... igualmente abusados !

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa

a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento
como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos,

a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses

nada poderá fazer.

Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
francamente, somos tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável,

não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)
que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco,

de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
 QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

 E você, o que pensa ?... MEDITE !

 

Eduardo Prado Coelho - in Público

Carlos Silva

publicado por Carlos Silva às 23:35

Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Se não te agrada o teu presente, o que está a acontecer neste momento da tua vida... gostaria de te dizer que o presente advém do nosso paradigma ou pensamento que tínhamos no passado. Por isso mesmo está na hora de mudar o nosso pensamento, e procurar soluções. Procurar o que queremos no futuro para começarmos a construir no presente e consegui-lo no mais à frente, através de pequenos objectivos no dia-a-dia.

A nossa vida é fantástica quando paramos e nos dissociamos! PÁRA. OLHA-A, OUVE-A E SENTE-A. A felicidade está nas pequenas coisas e começa quando vemos onde e como estamos, e sobretudo quando AGRADECEMOS o que temos. Talvez uma casa, talvez roupa e comida... talvez até pessoas que gostam de nós, até o tempo que ganhei a escrever-te este e-mail, até o dinheiro que temos no bolso... e ainda mais profundo, talvez até a oportunidade fantástica que é estar vivo. Afinal de contas quantas pessoas morrem todos os dias sem terem conseguido os seus sonhos? Nós estamos cá para correr atrás deles, nós estamos vivos e temos a oportunidade de vivê-los.

O segredo??? Saber onde queremos chegar, perguntar o que nos motivaria a levantar da cama todas as manhãs? E depois ACÇÃO, ACÇÃO... ACÇÃO.

Às vezes surge-nos no pensamento a ideia que não conseguimos... Mas
Já observas-te um elefante no circo? Durante o espectáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona a pata a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.
Que mistério! O que leva o elefante a não fugir?
A sabedoria diz que o elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno. Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido preso: naquele momento, o elefantinho puxou, forçou, tentando soltar-se. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espectáculo. Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Para que ele consiga quebrar os grilhões e se ver livre é necessário que ocorra algo fora do comum.

 

Assim todos nós criamos crenças de incapacidade, que na realidade não passam de um pensamento que criamos no passado. Mudar o pensamento! Acreditar e mudar as nossas crenças, pois não existe verdades absolutas.

 


"Acredito tanto no ser humano, que não acredito nele quando me diz que não pode. SEI que pode."(Adelino Cunha)

 

Carlos Manuel Silva

 

P.S - O presente é uma dádiva, é por isso que se chama "presente", APROVEITA*

 

música: I'm Alive - Celine Dion
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publicado por Carlos Silva às 00:19

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

O tema que gostava de reflectir convosco esta semana tem a ver com algo que me tem prendido a atenção nos últimos tempos e que se resume ao seguinte: com tanta documentação disponível e com tantos "gurus" à nossa volta, todos falando em como se ter sucesso na vida, porque é que há tanta gente que não o consegue atingir?

 

Qual será o estado natural do ser humano? Que é que faz uma pessoa sentir-se realizada e quais as situações que a fazem sentir-se mal consigo e com os outros?

 

Tenho lido com algum detalhe estas situações e posso dizer com alguma segurança, que um dos factores mais importantes para que os resultados muitas vezes não sejam os esperados, prende-se com o facto de não estarmos "treinados para o fracasso".

 

O que quero dizer com isto? É que muitas vezes vamos "a 100 à hora" a caminho do "sucesso" ou dos sonhos que queremos realizar, e perante um obstáculo, um erro, às vezes até uma palavra de alguém muito chegado a nós, ficamos de tal maneira desiludidos com a vida e com o que estava-mos a fazer, que desistimos de lutar por aquilo em que acreditamos. Ou seja, não estamos preparados para fracassar!

 

Acontece porém, que o fracasso é algo que nos acontece com frequência e que está à espreita, às vezes onde menos se espera. Quanto maior é a expectativa que colocamos num projecto ou numa pessoa, maior é o grau de dor que sofremos se algo de menos bom acontece.

 

Permitam-me sugerir algumas ideias que podem ajudar no processo de criarmos os "anti-corpos do fracasso":

 

 

1 - VOCÊ não é o FRACASSO !
Tal como uma pessoa não é gorda. Pode ESTAR gorda. Não personalize o fracasso. Determine quais as acções, atitudes ou crenças que geraram esse erro/fracasso.

 

2. FRACASSO é um PROCESSO.
Quando um fracasso se repete, é um sintoma de que algo está mal. É o momento de parar e analisar onde está o padrão de erro e AGIR para transformar esse padrão num padrão de sucesso. Há técnicas muito simples e eficientes para fazer isso de forma sistemática e que funcionam.

 

3. O mecanismo que leva ao Fracasso é o mesmo que leva ao Êxito
Isto é algo interessantíssimo e absolutamente impactante nas pessoas. O mecanismo que nos faz ter sucesso em algo que fazemos é o mesmo do fracasso. Aprenda a dominar esse mecanismo e a "saltar" de um ciclo para o outro, quando quiser. Pode fazê-lo em qualquer momento e só depende de si.

 

4. O FRACASSO é o nosso melhor ALIADO.
Aprendemos quando erramos e fracassamos. Nessas alturas somos obrigados a pensar e a melhorar. É nos momentos de fracasso que tomamos consciência do nosso poder interior e da "massa" de que somos feitos.

 

Lembrem-se de que... O Sucesso é um caminho, não é um Destino.

 

www.ihavethepower.net

 

Cumprimentos Saudáveis

Carlos Silva*

 

 

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publicado por Carlos Silva às 18:21

Domingo, 01 de Fevereiro de 2009

Imagine um aquário gigante… um aquário transparente, vazio e mesmo com as medidas certas! Nele irei colocar pedras grandes, com muitas arestas e difíceis de encaixar umas nas outras. Apenas consigo inserir uma pequena quantidade.

Seguidamente, lembro-me de colocar pedras um pouco mais pequenas, dessa maneira conseguirei encher o aquário mais um pouco, para não ficar desocupado. Ainda não o sinto confortável, o espaço que existe ainda é assombroso. Decidi introduzir areia de modo a ficar preenchido!

Afasto-me e olho para o aquário… parece cheio! Mas… se reparar bem ainda consigo colocar alguma coisa. Vou experimentar água! Sim, agora acho que consegui completar todo o vazio que havia entre as pedras e a areia!

 

Imagine que o Aquário é como o teu tempo

Imagine as Pedras Grandes como as tuas Prioridades.

Imagine as Pedras Pequenas como Algo Importante.

Imagine a areia como as Coisas do Teu Quotidiano.

Imagine por fim a Água como Algo que Podes Deixar de Parte.

 

Lei-a novamente o texto imaginando…

 

P.S - Agora pense! E se eu começar a colocar com a ordem inversa!?! Terei tempo para tudo? Para as minhas prioridades?

 

Cumprimentos Saudáveis

Carlos Silva*

 

sinto-me:
publicado por Carlos Silva às 21:22

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

 “Eu dormi e achei que a vida era Alegria

Acordei e descobri que a vida era Dever

Cumpri o meu dever e descobri que ele era Alegria”.

(poeta indiano Rabinranath Tagore)

 

 

Na verdade, através do meu dia-a-dia eu descubro a vida, as pessoas e tudo o que acontece à nossa volta. A única armadilha em que não posso cair é a de achar que um dia é igual ao outro.

Dever é uma palavra misteriosa, que pode ter dois significados opostos: a ausência de entusiasmo ou a compreensão de que fazemos algo para chegarmos a algo que gostamos.

No primeiro caso estamos sempre a dar uma desculpa para não aceitar a nossa responsabilidade, no segundo caso, o dever transforma-se numa espécie de devoção, e passamos a lutar por aquilo que queremos que aconteça, com a tal Alegria. É isso que eu procuro na minha vida, transformar o meu pensamento e mudar a expressão “e… tenho que fazer isto” pela expressão “quando fizer isto alcançarei aquilo”. A mudança de pensamento leva-nos à divisão de amor pelas nossas tarefas, e por conseguinte, a multiplicação desse mesmo bem-estar.

Porque que é que um dos grandes sonhos de muitos seres humanos é um dia deixar de trabalhar? Porque não amam o que fazem! Se amassem, pediriam aos céus para que os conservassem com saúde e entusiasmo.

 

“Um homem caminhava pelos Pirenéus Franceses, quando encontrou um velho pastor. Dividiu com ele o seu alimento, e ficaram um longo período de tempo a conversar, sobre a vida. Em dado momento, o tema começou a girar em torno da sua vida.

- Não sou livre. A minha vida é miserável porque sou escravo do meu emprego, não estou bem na minha família…

O pastor começou a cantar. Como estavam num desfiladeiro de montanhas, a musica ecoava suavemente e enchia o vale. De repente, o pastor interrompeu a musica, e começou a blasfemar contra tudo e todos. Os gritos do pastor também se reflectiam nas montanhas e voltaram até onde os dois se encontravam.

 - Tudo depende do que você está a fazer – disse o pastor. A vida é como este vale, reflete a energia que colocar nele”.

 

 Não existe tarefa miserável. Se não está satisfeito, corra o risco de mudar tudo e de se dedicar ao que ama. É melhor ser alegre com o que deseja do que ser infeliz porque tem medo de mudar.

 

http://paulocoelhoblog.com/

Cumprimentos Saudáveis

Carlos Silva*

 

 

sinto-me:
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publicado por Carlos Silva às 01:52

Domingo, 05 de Outubro de 2008

Estamos constantemente a projectar novas fases, desejando épocas melhores às anteriores, seja no ano novo, quando fazemos anos, muitas vezes, quando alguma coisa nova remexe na nossa vida. Mas aqui começa a questão: o que é que fazemos verdadeiramente para que essa fase seja a melhor de sempre?

“O Homem é do Tamanho do Seu Sonho”.
Poeta Fernando Pessoa.
Por outras palavras, se nada sonhares, nada serás!
A agitação dos nossos dias tem toldado o nosso pensamento naquilo que é mais importante, a nossa capacidade de sonhar! Quando foi a última vez que sonhou… acordado, bem entendido!? E o que tem feito para concretizar o que sonhou?
Uma frase, que já ouvi algumas vezes, desde que tenho entrado nesta área de sonhos e objectivos, diz: “poucos trabalham para realizar os seus sonhos, a maioria limita-se a ressonar…”
Não basta viver, é preciso saber viver! É fundamental lutarmos por aquilo em que acreditamos, não deixarmos que os pensamentos negativos atraiam outros tantos. Sonhar é pensar positivo, sonhar é um túnel que passa por baixo da realidade. Olhando para trás, certamente, todos tivemos  momentos difíceis, duros e que nos fizeram pensar que andamos contra a vida. Mas por que razão são esses momentos que nos vão marcar mais? Se nada na vida acontece por acaso, se há sempre uma justificação para tudo, porquê perder o nosso tempo precioso a sofrer o passado, quando podemos investi-lo a sonhar no futuro?
Nós atraímos tudo! Tudo que surge na nossa vida é resultado do nosso pensamento. O que você é neste momento foi o que esteve presente nos seus pensamentos lá atrás. E no amanhã, vai ser o que os seus pensamentos fazem de si neste momento… não acha que está na hora de mudá-los? Volto a perguntar: qual foi o seu último sonho?
Talvez seja a altura para parar de ressonar!!!
 

Carlos Silva*

publicado por Carlos Silva às 20:05

Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

 

“A mudança é difícil”
“Temos de mudar a mentalidade dos portugueses”
“Estamos na cauda da Europa em…”
 
Estas e outras afirmações que repetidamente ouço, procurando justificar o que se passa em Portugal e o facto de os portugueses aparentemente terem dificuldade em melhorar os seu desempenho. Tradicionalmente, a culpa é sempre dos outros, mas não nos esqueçamos que quando apontamos o dedo a alguém existem três a apontar para nós.
Diz se que as pessoas são o activo mais importante, mas não se pratica o que se diz, de forma consequente e em número suficiente de equipas, para que se notem de forma mais visível os resultados. Um dos padrões universais dos seres humanos é este: os seres humanos agem desenvolvendo acções e comportamentos que lhes permitam fugir da dor em busca do prazer, sendo que prazer pode ser minorar a dor já existente, e a dor ser menos prazer.
Todas as nossas decisões baseiam-se nesta premissa e acontece com frequência que o que para mim é uma acção que me dará prazer, para outra pessoa a mesma acção é interpretada como uma fonte de dor.
Uma fobia é um exemplo de extremo da aplicação deste conceito. Uma pessoa tem medo de andar de elevador porque para ela o resultado, imaginado por ela, será uma dor extrema. O que faz o cérebro? Impede-a de lá entrar, activando diversos sistemas para a proteger e evitar essa dor. Outro exemplo: acho que é bom dar formação em informática a uma pessoa e ela começar a utilizar um computador (eu vejo isso como bom, como prazer), mas será que a pessoa não imagina que isso pode ser como uma dor para ela? Para ela, a mesma acção é dor e ela resiste e busca o “não fazer” ou seja, o prazer.
Com este cenário não se admirem se a pessoa em causa resistir à formação e à mudança.
Como podem crianças e jovens aprender, se numa sala de aula, o ambiente ou os conteúdos derem dor? Faz-se alguma coisa para que o aprender seja divertido?
Por que acha que algumas pessoas sentem que ainda não querem ir para casa depois de um dia de trabalho, sendo que em casa estão sempre a ser desvalorizadas?
Em vez de considerarmos que as pessoas são inadaptadas, incompetentes, atrasadas, incapacitadas, que a resolução vem de fora, não valeria a pena investir em ajudá-las a verem prazer numa função ou situação?
 

Carlos Silva*

publicado por Carlos Silva às 21:51

Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

À custa de tanta dieta, muitas pessoas já não saboreiam os alimentos nem se permitem o prazer da mesa: têm medo da comida. Como consequência perdem a noção daquilo que lhes sabe bem.

Em relação ao exercício, sabe dizer de certeza quais aqueles de que não gosta. Mas saberá de quais gosta realmente? Provavelmente gosta daquelas actividades em que se sente com maiores competências. Assim, simplifique. Se tem lá em casa uma raquete de tennis e até se lembra de que gostava de jogar quando era novo, porque não regressar às tacadas?
É importante que o foco incida sobre si próprio, no seu prazer e divertimento, no desafio que lhe agrada, no seu progresso. Excepto na fase inicial, evite apoiar-se em recompensas exteriores: emagrecer para agradar a alguém, competir com uma colega ou com a balança… são recompensas de curta duração. O principal é ganhar cada vez mais autonomia, mantendo-se motivado a médio e a longo prazo graças à vontade: “ corro porque gosto, quero, posso e mando”.
Mentalize-se que o emagrecimento é um processo e não um acto! É necessariamente longo. Mentalize-se que levará tempo a desembrulhar-se da gordura que também demorou a acumular e a desembrulhar-se da complicação emocional em que poderá vir a encontrar-se, principalmente se tiver um passado “dieta-dependente”. Deste modo, evita expectativas irrealistas, frustrações e, no final, a desistência.
Só assim conseguirá reduzir a gordura corporal, mantendo a massa muscular e um nível de hidratação adequados. Quem perde muito peso num curto tempo de espaço está apenas a iludir-se… porque está apenas a perder peso em água. Perder 5 a 10% do peso inicial, a um ritmo de 2 quilos por mês é uma meta razoável, realista e saudável.
Ao atingir o enorme bem-estar físico e psicológico que a alimentação saudável e o exercício continuado e regular lhe podem proporcionar, vai querer mudar os seus hábitos de vida (e os das pessoas à sua volta)… para sempre. Sobretudo, há que desfrutar da sua saúde e potenciá-los com muito, muito prazer.

 

 

Carlos Silva*

publicado por Carlos Silva às 22:22

Sexta-feira, 01 de Agosto de 2008

 

Há um foco excessivo nas calorias, nos quilos e factos nutricionais, motivado pelo vasto, confuso e agressivo mundo das dietas onde abusam cápsulas que reduzem o apetite (o problema não reside no excesso de apetite), substitutos de refeições (e depois como comer?), esquemas perigosamente rápidos (se parece bom demais para ser verdade é porque não é verdade nem bom). Os resultados tendem a ser fracos ou desastrosos. Num processo em que a atitude e a motivação são deveras importantes, infelizmente nem sempre se trabalham essas áreas de modo eficaz. Apesar da educação alimentar e da orientação no exercício físico se mostrarem essenciais, é a nossa mente quem pode ser o nosso maior obstáculo ou aliado. Há que mudar a atitude e colocar o foco no bens estar.
No âmbito da nutrição e do exercício físico, o meu melhor conselho para se começar a fazer um processo de emagrecimento, e posterior manutenção, é o de praticar modalidades que se gosta, sejam aulas de grupo, seja aulas de dança, corridas, bicicleta… e identificar alimentos que se gosta de comer. Há que sentir o prazer e a satisfação que a comida e o movimento proporcionam. Diariamente. Ao invés de se embarcar num programa proibitivo, restritivo e prescritivo, podem até perder vários quilos mas não consegue manter o emagrecimento nem o novo peso. A continuidade do processo torna-se desgastante e insuportável, e para desgastante já basta o trânsito. Desistirá pela milésima vez, pois as expectativas irrealistas e a perda de autonomia levam à frustração, e a baixa auto-estima daí o resultante levar à desmotivação. Por isso, há que perder o peso comendo e fazendo o que gostaria de comer e fazer hoje e …sempre!
 

 

Carlos Silva*

publicado por Carlos Silva às 18:23

Terça-feira, 06 de Maio de 2008

Herdamos muitas coisas da nossa família, a aparência, as contas bancárias, as receitas de bacalhau à Brás. E podemos acrescentar à lista os problemas de coração. Se um dos seus pais ou um parente próximo desenvolveu uma doença coronária antes dos seus setenta anos, você terá mais probabilidades do que qualquer outra pessoa de vir a desenvolver também uma doença desse género. As disfunções na produção de lipídos – ou seja, a tendência para ter valores mais altos de LDL ou valores mais baixos de HDL, ou outros factores de risco, como pressão arterial alta – ao que parece, podem ser transmitidos hereditariamente.

Posto isto, não é o tio João que tem de ficar com as culpas todas. O nosso estilo de vida pode ser bem mais perigoso. Basta olhar para todos os venenos cardiovasculares à nossa volta, cigarros, açúcar e o sofá! Se souber quem é o inimigo, poderá derrotá-lo.

Carlos Silva*

publicado por Carlos Silva às 23:43

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